- Dra., outro dia eu quase morri!
- O que houve?
- Eu acordei de madrugada, todo suado e com muita dor nas costas. Na hora, pensei: "estou com hemorragia interna". Acordei minha mãe e ela me levou às pressas pro pronto-socorro. Chegando lá, a enfermeira tirou a pressão, colocou uma pulserinha verde no meu braço e disse que o tempo de espera era de quatro horas. "Quatro horas?! Quando me atenderem, será caixão e vela preta." Eu continuava passando mal, a dor era lancinante. Me arrastei até o bebedouro porque estava com muita sede. Não aguentei e desmaiei... Aí fui atendido rápido, me puseram no soro e tiraram sangue para os exames. Umas duas horas depois, o médico chega e fala:
- Pode ir para casa. É só uma distensão muscular...
Respiro fundo...
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
O bêbado
Paciente bêbado, velho de guerra, é trazido pelo SAMU porque
"estava tirando um cochilo" na rua. Ao acordar, expressa sua
indignação:
- Pô, não me deixam nem curtir a minha cachaça!
Em tempos de copa…
- Dra., estou tão agitada que, se me desse um apito, apitava um
jogo inteiro. E digo mais, o Brasil não perdia não...
Crisálida
E o paciente me chama no jardim... Abre a
mão, mostra uma crisálida, e fala bem baixinho: "E ainda tem gente que não
acredita que Deus dá asa a cobra..."
Aconteceu no plantão…
Eu estava de plantão na psiquiatria e o descanso era
na ala masculina, porém a sala não tinha banheiro. Como eu tenho urgência
miccional e o banheiro ficava na outra extremidade da ala, levei uma comadre pra
sala. Logo que acordei, peguei a comadre, minha bolsinha de maquiagem e lá fui
pro banheiro. E não é que encontrei com um paciente que, ao me ver, começou a
gritar:
- Gente, corre que o café hoje vai ser servido mais
cedo e numa baita de uma xícara.
Juro que se tivesse um buraco eu teria pulado dentro...
A fraldinha
Trabalhei no açougue por três meses e
roubava TODO dia pra comprar crack!
- E e o pessoal não dava falta do
dinheiro??
- Nãaao, Dotô...Eu pegava umas peças
pequenas de carne...botava na cueca na hora de ir embora e levava.
Dependência química 1 x Higiene zero!
Colaboração: Fabrício Durão
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Templo de Salomão
Eis que a paciente foi levada para o hospital, minutos após arrumar as malas e chamar um táxi para leva-la de BH até o Templo de Salomão em SP. Pergunto para ela se tinha recursos para arcar com a viagem. Ela, irritadíssima, responde:
- Não só essa como várias outras. Por que a pergunta? Você tá com problema de dinheiro?
Respiro fundo...
- Não só essa como várias outras. Por que a pergunta? Você tá com problema de dinheiro?
Respiro fundo...
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Cartilagem
- Dra, a cartilagem do nariz é igual a da vagina?
- Hã?
- Estou perguntando porque outro dia vi na TV uma cirurgia de reconstrução de lábio usando pele da vagina. Meu nariz está muito ressecado, pingo soro e não adianta nada. Aí eu pensei se não dá para passar a pomada que a ginecologista receitou para ressecamento na vagina no nariz...
Respiro fundo e conjecturo... "vai usar a mesma pomada com o mesmo aplicador..."
- Hã?
- Estou perguntando porque outro dia vi na TV uma cirurgia de reconstrução de lábio usando pele da vagina. Meu nariz está muito ressecado, pingo soro e não adianta nada. Aí eu pensei se não dá para passar a pomada que a ginecologista receitou para ressecamento na vagina no nariz...
Respiro fundo e conjecturo... "vai usar a mesma pomada com o mesmo aplicador..."
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Transfusão
No decorrer da consulta, pergunto para a paciente como tem passado o seu marido, portador de câncer incurável.
- Está impossível, dra! Tenho 37 anos de casada! No começo do casamento, eu era bem fogosa e ele não. Demorou um pouco, mas me acostumei. Agora, ele está querendo todo dia...
- Por que ele mudou depois de tantos anos?
- Não tenho certeza, mas acho que foi depois que ele tomou a transfusão de sangue. Ele deve tomado o sangue de um negão daqueles...
Respiro fundo...
- Está impossível, dra! Tenho 37 anos de casada! No começo do casamento, eu era bem fogosa e ele não. Demorou um pouco, mas me acostumei. Agora, ele está querendo todo dia...
- Por que ele mudou depois de tantos anos?
- Não tenho certeza, mas acho que foi depois que ele tomou a transfusão de sangue. Ele deve tomado o sangue de um negão daqueles...
Respiro fundo...
Estória de carnaval
Paciente chega no plantão em mania franca e diz:
- Dra., me ajuda! Sou bipolar e sempre tive vontade de vestir de mulher. Parei com os meus remédios. Me ajuda. Vesti de mulher e estou suuuper arrependido. Por favor, volta com a prescrição...
Colaboração: Izabela Guimarães
- Dra., me ajuda! Sou bipolar e sempre tive vontade de vestir de mulher. Parei com os meus remédios. Me ajuda. Vesti de mulher e estou suuuper arrependido. Por favor, volta com a prescrição...
Colaboração: Izabela Guimarães
Pérola 40
- Trouxe a minha irmã para consultar. Ela trata com psiquiatra há muitos anos.
- E o que ela tem?
- Depressão, alzheimer e esquizofrenia mieloide!
Respiro fundo...
- E o que ela tem?
- Depressão, alzheimer e esquizofrenia mieloide!
Respiro fundo...
domingo, 1 de fevereiro de 2015
O remédio
Ao final da consulta, o paciente recebe uma
receita de fumarato de quetiapina. Após ler com atenção, o mesmo dispara:
- Doutor, eu não quero fumar rato!
Colaboração: Nilo Edgar Jardim Filho
O doido solidário
Num plantão, um paciente surtou e quebrou o
vidro da janela. Com um caco na mão, ameaçava todo mundo. A funcionária da ala
feminina tinha ido à farmácia e não tinha como retornar sem passar pelo
paciente. Tentamos negociar e ele irredutível: queria porque queria matar a
médica de plantão. Lá pelas tantas, eu resolvi apelar:
- Fulano, a funcionária da ala feminina
está aqui precisando levar medicação para uma colega sua que não consegue
dormir.
Aí ele disse:
- Pode passar.
E eu:
- Enquanto você estiver com este vidro na
mão, ela não vai passar. E não é que deu certo: na mesma hora ela entregou o
caco e ficou me dizendo:
- Dona, leva logo este remédio para minha
colega, porque eu sei que ficar sem dormir é ruim demais.
Colaboração: Silvana Melillo
Pausa pro café…
Trabalhava no PSF rural. Nas minhas andanças, acho um
paciente “doido de jogar pedra”: a casa era muito suja, comida em panelas pelo
chão, cães e gatos dormindo na cama. Resolvo, então, levar o médico lá. O
paciente ficou tão feliz que nos ofereceu café. Eu logo me safei dizendo que não
tomo café. O médico aceitou e, após tomar, reparou que a caneca tinha até beju
de tão suja. E o paciente:
- Gostou, doutor? Eu coloco resto de bicho que acho
morto no campo.
O doutor vomitou até as tripas.
Colaboração: Silvana Melillo
Aula de Inglês
Tínhamos um consultório com quatro
psiquiatras e uma psicóloga. Resolvemos contratar uma professora de inglês para
nos dar aulas de inglês instrumental.
Após entrevista com um dos colegas,
estávamos lá, no dia marcado, após as consultas do dia.
Antes de começar a aula, a professora de
inglês ela quis conversar com cada um para saber o grau de conhecimento. Em um
determinado momento, nos perguntou qual era a nossa especialidade. Quando
dissemos que éramos psiquiatras e psicóloga, ela começou a rir e disse que
agora entendia o que tinha acontecido na sala de espera.
Tendo terminado suas aulas, foi direto para
o consultório para aproveitar o tempo, que era insuficiente para voltar à sua
casa.
Uma paciente ainda aguardava para pegar
receita e começou a puxar conversa com a professora:
- Você é paciente do Dr. Eduardo?
- Não. Eu estou aqui para dar aula para os
médicos.
Ao que a paciente, olhando-a
desconfiadamente, após uma pequena pausa, disse:
- Aaah, sei! E foi sentar-se do outro lado
da sala, lançando-lhe olhares furtivos.
Colaboração: Maria Arlete de Castro Andrade
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