Um dos sinais de alerta para o psiquiatra é quando um familiar liga dizendo que precisa conversar sobre o paciente antes que o mesmo seja atendido. E nesse caso, o paciente é um senhorzinho quase octagenário e o recado foi deixado pela esposa.
Ela: "Dra., a sra. tem que passar um remédio para ele. Outro dia teve um surto aqui e queria fazer sexo comigo à força. Eu falei que ia chamar a polícia para ele. Contei para os meus filhos e eles disseram que vão alugar um barracão para ele morar. Assim que ele sair, eu troco todas as chaves."
Na consulta, o paciente conta que teve coronavírus no mês passado e que a única sequela deixada foi "saudade de mulher". Fala ainda que comprou um celular e a esposa está enciumada. Quando pergunto por mais detalhes, reclama que a esposa não quer saber dele e que vai se mudar para poder arrumar "umas colegas".
Por fim, entra o filho e informo que a esposa do paciente já havia ligado e me colocado a par da situação. O filho, então, completa: "Eu sei que minha mãe te ligou mas sei também que ela não contou tudo. Ela tem muita vergonha dele. Meu pai fala em sexo o tempo inteiro e achei uns comprimidos de Viagra no quarto dele. Mas ele não aguenta mais nada depois que teve câncer de próstata. E tem uma coisa ainda pior...mas eu vou ter que contar. Ele comprou um p... de borracha, coloca dentro da cueca e sai para a rua se achando.
Respiro fundo...