sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Border

Um paciente jovem, do sexo masculino, se encontrava em tratamento no hospital-dia devido a transtorno de personalidade borderline. Nos braços, exibia várias cicatrizes de cortes feitos por ele mesmo, em momentos de desespero extremo. Para atendê-lo, foi designada uma jovem residente, proprietária de um casal de gatos. No dia do atendimento, coincidentemente, chega a residente com vários arranhões nos braços, frutos de brincadeiras com os felinos. Ao se apresentar para o paciente, ele a observa atentamente e diz, todo feliz:
- Mas Dra., você também é border?

Colaboração: Daniele Lopes

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Autoestima é tudo

Estava aguardando um paciente na clínica que atendo em Contagem, quando a secretária me pede para atender um homem de aproximadamente 45 anos, alcoolista, que chorava copiosamente. Levei-o para o consultório e quando perguntei o que o estava fazendo chorar, respondeu: "Olha doutor estou muito triste. Bruce (Lee) morreu. Depois foi Lennon, depois Michael (Jackson)... " Mais choro... "Sabe doutor, eu estou chorando porque estou pensando em uma coisa. A morte destas pessoas causou muita tristeza. E quando eu morrer? Como a comunidade vai viver sem essas pessoas e ainda sem mim?"
Pensei comigo... Isto é que é ter autoestima.

Colaboração: Márcio Ventura

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Pérola 67

- Dra., tive dois momentos muito tristes na minha vida. Um deles foi quando o meu pai teve um enfarte e morreu na minha frente. O outro foi quando o Brasil perdeu de 7x1 para a Alemanha!

Respiro fundo...

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Mãe de esquizo

Paciente esquizofrênico, na faixa dos 50 anos, vem para o atendimento. Estabilizado, só precisava renovar a receita. Quando lhe entrego a receita, o paciente se lembra que esqueceu o papel da secretária de saúde que eu precisava assinar. Digo a ele para não se preocupar e trazer no dia seguinte. Mas o paciente prefere telefonar para a mãe:
- Mãaaaaaae, esqueci o papel que você falou para a médica assinar! Como é que eu faço?
Ao finalizar a ligação, ele me diz que a mãe vai trazer o tal papel daqui a pouco. Eu torno a repetir que não é necessário tanta pressa.
Cerca de 15 minutos depois, chega a velhinha octagenária esbaforida, de táxi, trazendo a mochila do paciente.
Moral da história: Não se fazem mães como as mães de esquizofrênicos...