domingo, 20 de outubro de 2019

Tempos de paz

Uma paciente viveu uma relação extra conjugal que trouxe muita confusão para sua vida. Por fim, o marido perdoou. Fui reforçar com ela a importância de tempos de paz....
"Agora veja se não arruma outro rolo. Não vai comprar mais uma vaca só pra tomar um copo de leite!"
"Não, doutor. No meu caso eu comprei um porco inteiro só pra ter uma linguiça!"
Colaboração: Fabrício Durão

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Claustrofobia

Em um atendimento de plantão, uma paciente de pulseira verde relata vários sintomas depressivos e queixa-se que os filhos falam que ela "é muito dramática!!!".
Eu: "Por que os seus filhos falam isso? Você tem alguma ideia?"
Ela: "É por causa do meu jeito de ser. Eles me criticam muito, até mesmo por eu não andar de elevador." 
Eu: "A sra. tem medo de elevador?"
Ela: "Tenho verdadeiro horror. A última vez que andei de elevador minha filha tinha seis meses e hoje ela tem 23 anos. Eu já desmaiei dentro do elevador! Sempre que vou num prédio me preparo para subir e descer as escadas."
Eu: "E avião, a sra. tem medo?" 
Ela: "Nem penso em subir em um. Não gosto nem de andar em ônibus com ar condicionado. Para mim, tem que ter janela. Na minha casa, quando estou sozinha, não gosto nem de fechar a porta do banheiro."
Termino o atendimento e a paciente se despede. Passado alguns minutos, escuto o barulho de alguém socando a parede. Saio correndo do consultório, pronta para encontrar um paciente agitado e agressivo. Nada de anormal no corredor, volto para a sala pensando que a confusão devia ter acontecido na rua. Nisto, a paciente do último atendimento adentra a sala, branca como uma folha de papel não-reciclado: "Dra., me dá umas três gotas de Rivotril pelo amor de Deus!"
Eu (sem entender nada): "O que aconteceu?"
Ela: entrei no banheiro e o trinco da porta caiu no chão. A porta não abria nem por decreto e eu tive que esmurra-la até o porteiro abrir."
Respiro fundo...

domingo, 6 de outubro de 2019

Pareidolia

Atendo uma senhora sexagenária que se mostra tensa e preocupada.
Eu: "Por que a sra. procurou um psiquiatra?"
Ela (muuuuito constrangida): "Dra., toda vez que eu olho para um pedaço de madeira ou para uma nuvem eu imagino um órgão sexual...masculino. Eu sofro bastante com isso, não consigo controlar por mais que eu tente. Hoje em dia evito até olhar para o céu!"

Respiro fundo...