Durante o atendimento, a paciente conta sobre viagem que fez a Amsterdam. Imediatamente, alerta vermelho disparado, pergunto: "Experimentou maconha?" Ela diz que não, principalmente porque "deu ruim" para umas amigas lá. E conta o que aconteceu:
"Uma amiga foi para uma despedida de solteira lá. Era um grupo com 10 meninas. Elas ficaram hospedadas num hotel bacana. À noite, saíam para os bares e experimentavam as maconhas e etc. Uma noite estavam lá fumando maconha quando deram falta de uma delas. Cadê a fulana? Nisso, comeram a rodar nas proximidades a procura da desaparecida. Depois de muito procurar, já preocupadíssimas, resolveram voltar para o hotel. Chegando no hotel, encontram a fulana deitada na cama, estranha, fazendo uns movimentos horizontais com a cabeça. As amigas, enfurecidas, xingaram a fulana de louca e irresponsável. A fulana: "Calma, gente. Eu fiquei perdida...mas aí veio um duende e me trouxe até o hotel."As amigas caíram na risada querendo saber o que a fulana tinha usado que até viu duende. A fulana: "Sabia que vocês não iam acreditar! Por isso eu trouxe o duende. Duende, duende, venha cá!" Eis que aparece um menino de uns 8 anos, portador de síndrome de Down. A fulana: "Duende, cumprimenta as meninas!" O menino e as amigas sem entender nada. Uma delas fica preocupada e pergunta sobre o que fazer com o menino. Levaram o menino até a recepção do hotel mas ele não sabia falar seu nome, nem quem era sua mãe. O grupo então teve que levar o menino até a delegacia. E a fulana repetindo: "Ele é o meu duende, eu falei, vocês não acreditaram..." Chegando na delegacia, de madrugada, já tinham feito a denúncia do desaparecimento do menino e estavam enviando alertas para as fronteiras. Uma delas se dirige ao policial e informa que encontraram o garoto. O policial queria saber o local e as circunstâncias. Minhas amigas não sabiam e foram obrigadas a contar a história para a delegada. Esta, então, determinou que deixassem a cidade em meia hora, sob risco de prisão e deportação. E assim minhas amigas deixaram a cidade às pressas. Pode um negócio desses?
Respiro fundo...
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