segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Filantropia

Um colega e eu estávamos de plantão num hospital privado quando um rapaz se dirigiu a recepcionista. Quase ao mesmo tempo, uma senhora também se dirigiu a outro recepcionista.
O rapaz: "Eu vim aqui porque a minha mãe precisa se consultar, mas ela acha que eu é que vou consultar. Ela só veio por causa disso. Se ela soubesse que a consulta era para ela, não viria."
A senhora: "Eu vim aqui trazer meu filho para consultar, mas ele só aceitou vir porque eu disse que a consulta era para mim. Ele não pode saber que é para ele."
Nisso, os recepcionistas se entreolharam e decidiram chamar o psiquiatra. No fim das contas, os dois supostos pacientes não tinham plano de saúde, não tinham dinheiro para pagar consulta nem mesmo para se dirigirem a um serviço de saúde mental público ou voltar para casa. E o rapaz insistia que a mãe precisava pelo menos de um remédio antes de ir embora. Até que ele pergunta: "Mas aqui não atende filantropia?" Os recepcionistas lhe informam que sim, mas que existe uma fila organizada pelo Serviço Social. E ele: "Mas não estou vendo fila nenhuma! Posso esperar?"

Respiro fundo...
Colaboração: Lorena Dornellas

Nenhum comentário:

Postar um comentário